A Fapija começou nesta sexta-feira, com a participação de produtores, empresários e políticos da região. Na abertura discursaram o presidente da Fapija, Paulo Turci e o prefeito de Jacareí Hamilton Ribeiro. O presidente da feira destacou que a feira, depois de 28 anos, conseguiu seu prestígio no meio agropecuário e enfatizou o problema das mudanças no Código Florestal. O prefeito Hamilton destacou que a cidade a Fapija cresce junto com a cidade que atualmente realiza diversas obras de melhorias.
Na abertura os presentes puderam ouvir os acordes clássicos e populares da orquestra Jovem de Jacareí.
DISCURSO DE PAULO TURCI
“Viver mais uma Fapija é sempre gratificante. E principalmente quando vemos todos alegres; minha comissão sempre presente ajudando a pegar no chifre do boi. E ainda continuar segurando por vinte e oito anos.
São anos de alegrias e algumas tristezas. E, pelo que plantamos nesses anos todos, muito mais alegrias e reconhecimentos. Desde o menor trabalhador, passando pelos funcionários, patrocinadores, apoiadores, expositores, criadores, comerciantes, entidades de classe e sociais, industrias, prestadores de serviço, imprensa e a prefeitura de Jacareí e suas secretarias, presentes em todo o evento.
Foram anos de aprendizado, em uma escola prática, onde aprendemos na raça como moldar um evento que ganhou renome nacional, levando o nome da classe produtora e, com muito orgulho, nossa Jacareí. Ensinamentos que, com certeza, serão de grande valia para moldarmos nossa nova casa.
Como sou oriundo de uma família de imigrantes italianos, que a vida rural brasileira moldou durante um século, quero pedir licença à minha classe, para mais uma vez deixar registrado nossa defesa pela classe produtora.
E faço aqui um alerta as autoridades mum momento em que novamente os pequenos e médios produtores, que são a maioria no Brasil, podem ser penalizados pelas mudanças no código florestal, em votação em Basília. É um momento em que a classe produtora conclama aos políticos para que abram os olhos para quem realmente vem cuidando do meio ambiente, da maneira que podem, sem o apoio necessário. Por isso não podem ser penalizados, mas sim, conseguir o apoio tão almejado durante décadas.
A lei florestal é uma necessidade, mas tem que ser justa para com quem sempre cuidou de nossa terra.
Na minha simplicidade de homem do campo, e assim como meus parceiros, sempre tivemos a consciência voltada para tudo que seja bom para o mundo, para o país, mas que não penalize nossa gente que labuta no campo há séculos.
Que todos façam bons negócios, divirtam-se e promovam-se. A festa está de volta!”